À beira da Cibercultura

Fiquei muito feliz com a notícia de que o prazo do Projeto Nacional da Banda Larga do Governo Federal terá, realmente, “um prazo modesto para 2010”. No ano passado diziam que esse projeto seria implantado no Brasil inteiro, ontem (04/05), quando ele foi anunciado nacionalmente, tivemos a informação que serão para cidades onde as empresas privadas não prestam serviços ( e nem tem interesses) ou onde elas fazem este serviço de forma ilegal.

Serão, a princípio, cerca de 100 cidades.  A gestora do projeto é a Telebrás que hoje está com um dos maiores índices de ações na Bolsa de Valores. Efim o que parecia utópico ficou, ao menos, perceptível.

É claro que a desigualdade social, de informação, de tecnologia, é grande no Brasil. Nada mais justo para um país com a extensão e diversidade cultural como a nossa. Mas, se no ano passado o Brasil já liderava o rancking de país da América Latina que mais possui computadores (42, 9 milhões); e o número de pessoas sem instrução formal que acessam a internet chegou a 36% segundo o Comitê Gestor de Internet do Brasil ; vê-se que o Brasil está muito mais a frente do que se pensa.

A era da ciberdemocracia enfim está chegando. A era onde todos poderemos “elaborar nossas próprias questões e eventualmente submetê-las as autoridades políticas”, como dizia Pierre Lévy, finalmente parece mais próxima e sólida. Por meio da Mass Self Communication, onde cada um de nós somos produtores de conteúdo e informação, poderemos nos organizar e elevar nossas condições de vida.

Se usarmos a Mass Self Communication a nosso favor, teremos pequenos e jovens empresários produzindo cultura, economia, intelectualidade para si e para a sua comunidade. É claro que esse discurso certamente é pouco perceptível atualmente, pois é necessário ainda ensinar a todos que é possível elevar as condições de vida por meio da internet, mudar o meio e a situação em que vive.

Como bem disse Paulo Rebêlo no artigo “Inclusão Social: o que é e a quem se destina?” :

“Somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê–lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital. É preciso ensiná–las a utilizá–lo em benefício próprio e coletivo.”

É claro que estou sendo uma visionária, mas me empolga saber que o campo no Brasil se tornou fértil a ponto do Governo notar que isso pode ajudá-lo a trabalhar em favor dos brasileiros.


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"Portanto, nunca se saberá com quem se está lidando: será preciso, pois, para conhecer o amigo, esperar as grandes ocasiões, ou seja, esperar que já não haja tempo para tanto, uma vez que é para essas mesmas ocasiões que seria essencial conhecê-lo."
no século XV

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